A rocha tremia a cada passo do temivel Morlick, os guerreiros em ofegante desespero contemplavam o infinito abismo que se estendia atrás deles. Ele continuava avançando e cuspindo fumaça das narinas.
Os quatro amigos decidiram se aventurar nas montanhas ao norte em busca de gloria e riquezas, mas agora em seus ultimos segundos de suas miseraveis vidas eles pereceberam, tarde demais, que poder e riqueza trazem sempre a morte. A adiada e prematura morte. Fora isso que entenderam ao se depararem com Morlick, um temivel dragão negro guardião das montanhas de Narl-Du-Khan e de seu tesouro milenar.
Primeiro ousaram invadir sua imensa caverna, guardada por criaturas jamais sonhadas pela imaginação dos antigos bardos e magos de Erathia. Mas eram corajosos guerreiros e não se deixariam vencer pelo medo, ainda mais que em suma o final da travessia dava para o maior tesouro de todo continente meridiano, se não do mundo inteiro.
Na entrada viram-se frente a frente com um temivel guardião criado pela malevolencia do dragão adormecido. Seu nome era impronunciavel, mas as lendas o chamavam de "O guardião das trevas da montanha", e isso era tudo o que os aventureiros gostariam ou saberiam a seu respeito. Um monstro de dois metros e meio de altura que possuia em sua medonha boca, afilados e incontaveis dentes de ouro, seus braços eram firmes e fortes como as rochas ancestrais e na estanção deles enormes mãos com garras afiadas que cortavam escudos e armaduras como se fossem folhas de figueira; de sua coluna saiam afiados espinhos de prata; sua pele era oleosa, gosmenta e de um cinza opaco e morto.
Os guerreiros precisavam passar e para isso eliminar o guardião, mas ambos sabiam que não seria fácil. A batalha fora intensa e a cada golpe da criatura os heróis eram jogados para mais fora da caverna. Os olhos vermelhos, como rubi, da criatura ferviam de ódio e a cada lancinante uivo que ele emitia as paredes tremiam lançando imensas rochas de todos os lados. Armath, o mago, fora atingido na cabeça e perdera a consciencia, Narya, a elfa guardiã das florestas, corria ao incalço do amigo tombado quando o ser monstruoso saltara em sua direção com as garras mortais em certeiro ataque. O pequeno Fornyr se postara na frente da companheira e teve seu peito aberto pelas navalhas naturais da criatura.
Narya gritara tão alto e com tanta dor, ao ver a morte do amigo, que despertara o bravo Liandor que fora atingido pelas garras da besta ao ser o primeiro a entrar na fria e temerosa caverna. O guerreiro ao ver a cena pegara a lança de seu pai, o lendário Cavaleiro de Marfin, e a disparara com tanta força e precisão que perfurou as costas do monstro saindo pelo peito. Sangue de um amarelo sujo jorrara para todos os lados e a criatura jazia abatida no chão.
Cada um dos aventureiros teve seu tempo e sua forma de se despedirem do leal e valoroso amigo que sempre os acompanhara desde as primeiras aventuras.
O sabio mago estava abatido e sentia no fundo de seu coração que esse seria o fim para todos, mas não ousaria dizer isto a ninguem, nem a ele mesmo. O sacrificio do amigo não deveria ser em vão.
A jovem e bela elfa estava atormentada pelaa tristeza da perda, e sentia-ss tambem culpada pelo falecimento do nobre anão. "Se ela não tivesse sido tão descuidada"...
Liandor era o único que estava bem, mas era apenas sua aparencia. Por dentro ele chorava convulsionamente pelo seu querido irmão de batalha. Mas ele não podia deixar transparecer seus sentimentos nunca, pois era o lider e deveria sempre estar pronto para levantar o grupo e dizer "Vamos continuar, temos muito pela frente antes do fim"; e não o seguiriam se notassem que ele não tinha condições de sequer ficar em pé. Todos sabiam da dor que ele carregaria daquele momento em diante, mas fingiriam nada saber...
As tristezas e lamentações foram subitamente interrompidas pelo rugido feroz e atroz de algo vindo a frente, cavalgando as trevas e sombras.
Todos apostos esperando pelo desconhecido... Mas os rugidos tornaram-se distantes dando lugar a gargalhadas soturnas e fantasmagoricas vinda de todas as direções. Um tufão de imagens distorcidas e esbraquiçadas envolveu o grupo que desferia inuteis golpes com suas armas acertando o espaço vazio a sua frente. A nuvem fantasma se dissipara e frente ao trio de amigos uma ponte se levantava. Do outro lado podia se ver uma enorme porta de madeira, vermelha e com pedras preciosas incrustadas em quase toda sua extensão.
"Vamos é lá que se esconde o tesouro de Morlick, adiante amigos", bradou Liandor. Seu grito ecou em toda caverna.
No meio da comprida ponte ouviu-se o farfalhar de asas que crescia em assustadora magnitude. Fora Armath quem primeiro viu a investida dos enormes morcegos demoniacos que cobriam o teto da caverna. Fugiram em alucinada e frenetica investida rumo a porta no fim da passagem. Os demonios alados mordiam com imensa força e arrancavam pedaços das roupas dos combatentes. Narya tropeçara no corpo morto de um dos morcegos abatidos por Liandor e se viu arrebata as alturas pelos grotescos seres da caverna.
Chegando na porta Liandor e Armath perceberam a falta de Narya e a viram sendo erguida e ferozmente atacada, a elfa se debatia com tamanha agressividade, porem seus esforços eram em vão, as criaturas marrons que tinham quase um metro de comprimento eram fortes demais. A bela elfa dos olhos verdes teve metade de seu braço esquerdo devorado pelo que parecia ser o maior dentre os montros.
Algo acontecera, pois os morcegos todos emergiram nas sombras e partiram apavorados. O corpo da ranger despencou dos ceus e cairia no imenso abismo negro da caverna se não fosse pela mágica de Armath que criara uma especie de mão invisivel que segurou o corpo inerte da companheira nas bordas da ponte tempo o suficiente para Liandor correr e resgatar sua amiga e tambem seu amor.
Seu braço sangrava em abundancia e sua pele atingira uma brancura morbida. Desesperado o bravo guerreiro levantara o mago pelo pescoço e implorava que fizesse algo para ajudar a bela Narya. Armath disse que por mais que fosse poderoso ela jamais teria seu braço novamente, mas ela viveria.
Ambos sentiram quando a terra tremeu e viraram-se abruptamente para a porta e perceberam a imensa figura que emergiu dos ceus. Sua aparencia era monstruosa e bela ao mesmo tempo. Seu corpo era revestido de placas e escamas negras revestidas de algo semelhante a musgo, seus olhos amarelos miravam com fúria os guerreiros a sua frente, em sua testa dois chifres curvos davam uma aparencia macabra ao ser humanoide semelhante a um dragão.
Ele avançara lentamente se escondendo por entre as sombras e sua voz sibilante preencheu a caverna quando ele gritou "Quem ousa invadir minha casa e perturbar o sono de meu pai?". Liandor pode contemplar a imagem do ser quando este se aproximou mais e fora atingido pelo pouco da claridade que vinha de fora. Era um hibrido de homem e dragão com uma pesada armadura nedra e imensas assas semelhantes a dos morcegos que os atacavam segundos antes; em sua mão esquerda uma enorme e afiada espada larga e em sua mão direita um chicote preso a seu braço por brilhantes correntes.
Liandor levantara-se com a espada em riste e encarou os olhos medonhos do meio dragão que abrira suas asas revelando serem elas maiores do que aparentavam ser. Ambos investiram um contra o outro. O humanoide alçara vôo passando por cima do guerreiro atacando-o pelas costas ainda no ar.
Liandor caiu de joelhos após o estrondoso golpe de seu inimigo e atraves do reflexo de sua espada vira a nova investida do meio-dragão em sua direção e levantou virando-se a tempo de colocar seu escudo na frente da espada agora em chamas do inimigo.
Ainda voando o meio-dragão desferiu incontaveis golpes contra o escudo do guerreiro o empurrando a beirada do precipício. Quando o pé de Liandor escorreu e se apoiou no nada seu escudo fora destroçado pelo forte braço do homem dragão e o guerreiro fora jogado nas trevas do abismo, mas com destreza absoluta o homem dos longos cabelos ruivos agarrou o chicote de seu inimigo o puxando com tamanha força que o jogara para fora. Se não fosse pelas asas o meio-dragão teria despencado nas profundesas, mas Liandor não era nenhum tolo se pensara que isto funcionaria então continuou segurando firme enquanto o inimigo alçava um desesperado vôo afim de livrar-se da inoportuna carga, porem o chicote era preso por correntes atadas na carne e no osso de seu corpo. Como o filho de Morlick amaldiçoara tamanha imbecilidade.
Liandor impulsionou-se para cima da ponte a tempo para Armath lançar sua poderosa magia conhecida como "Espada Flamejante" e cortar as asas do guardião da tumba dos tesouros de Narl-Du-Khan que caiu no buraco negro da caverna gritando perjuros, maldições e lamentos.
Enquanto Liandor se agarrava com toda força e esperança na arma do inimigo ele pode ouvir a voz do mago em sua cabeça que lhe dizia para subir pois ele madaria o desgraçado para o fundo daquele poço.
Finalmente chegaram na ante sala do tesouro e se depararam com a incontavel fortuna escondida na caverna. Narya estava desperta, tomada pela confusão e pela dor, mas teve a chance de ver o relusente ouro que cobria todas as paredes. Os pilares da imensa sala eram feitos de ouro maciço e adornadas por gemas de valor inestimavel, poderam ver grandes e incontaveis baus abarrotados de joias, armas e ouro.
Perderam-se tamanha a glória e o explendor da riqueza do lugar que acabaram se esquecendo de Morlick o terrivel dragão que guardava o tesouro. Um rugido insurdecedor fez a sala tremer. Os combatentes sentiam uma dor lancinante em suas cabeças, como se seus cranios fossem rachar e seus cerebros estourar. Escondido por debaixo de todo aquele ouro, Morlick emergiu, um dragão de proporções imensas...
Os herois fitaram os olhos verdes de uma maldade secular do dragão e sabiam que aquela seria uma batalha que jamais venceriam, não nas circunstancias em que se encontravam. Fugiram em desespero para a saida da caverna. Armath corria na frente buscando em sua mente algo que pudesse ser usado para tirar-los daquela situação, atrás corria Liandor com Narya no colo.
Morlick estava no encalço do trio de invasores e ao por seu peso sobre a ponte esta desabou. O grupo corria como nunca para escapar de serem tragados pelo abismo. Ja na frente da entrada da caverna Liandor vira que seu amigo Armath ficara para trás e que a ponte desabava por completo deixando o mago dependurado na borda do precipicio. O guerreiro largou o corpo de Narya e saltou agarrando o braço do mago o puxando para cima ao tempo de ver Morlick sobrevoando o abismo onde antes existia a ponte. Liandor e Armath investiram para a saida apanhando Narya no caminho. Mas já era tarde demais, pois o dragão estava entre eles e a saida. Estavam encurralados.
Morlick avançava a passos lentos de encontro aos combatentes ao pé do precipicio. Liandor agarrara com toda força o corpo de sua amada Narya enquanto era lentamente empurrado para o negro abismo. Armath se postara na frente dos amigos com seu cajado em mãos pronto para usar de seu poder mágico, mas ele não tinha nada preparado para a ocasião...
Porem o dragão parou subitamente e com uma voz cavernosa e lugubre disse:
"Não os matarei aventureiros, pois não merecem morrer. Não ainda. Não antes de verem com seus próprios olhos o que farei com este mundo. Não antes de verem minha vingança por terem me prendido e enclausurado nessa caverna por milhares de anos.
Muito obrigado por libertarem-me meus AMIGOS."
Então Morlick o temivel dragão, gargalhando, alçou vôo rumo a sua vingança contra o mundo deixando os guerreiros livres.
Naquele momento Armath entendeu que não fora o seu fim e o de seus companheiros que ele prevera e sim o fim de tudo, pois ao entrar na caverna eles acordaram algo que jamais deveria voltar a andar por sobre a terra outra vez.
Eles tinham acordado um mau primordial.
sábado, 3 de janeiro de 2009
sábado, 12 de julho de 2008
A QUEDA DE ASHTERION
"Estou deitado sobre meu próprio sangue... Traído, humilhado e mutilado.
Malditos sejam vocês seus traidores asquerosos.
Eu fui o grande lider dos exércitos alados, eu fui o protetor dos homens, o defensor dos deuses, eu fui o acolhedor, eu fui o primeiro filho de Odin... Agora sou simplesmente um farrapo, um homem jogado a própria morte pelos seus irmãos.
Eu amei-a com todo meu espirito, toda minha força e com todo o amor dos céus... Todo o amor que deveria existir em Valhalla, mas agora vejo que não se diferencia muito dos reinos inferiores.
Malditos!!!...
... arrancaram minhas asas e meu coração...
... estou fadado a morte indigna.
O que poderia eu fazer?
Eu que lutei batalhas seculares; eu que lutei contra os mais temiveis demônios para defender meu pai; eu que empunhei minha espada quando deveria ter-la deixado de lado; eu que busquei honra, glória, justiça e liberdade...
De todas as batalhas ganhas a única perdida foi a que mais me fez viver, a que me fez sentir como um humano, como um ser vivo. A única batalha que perdi: "O Amor".
O amor por Sammyala, filha de Nergal o famijerado lorde das trevas. Sammyala a Succubo mais bela e sedutora dentre todas as criaturas das fossas abissais do inferno; por ti me apaixonei meu amor, minha vida, minha alma...
Ainda me lembro quando te vi pela primeira vez adorada minha, lembro como se fosse ontem. Eu vagava pela terra em busca de paz e tranquilidade, como sempre fazia; lembro que chegara em um lindo e vasto jardim cheio de rosas e lá estava você com seus lindos cabelos vermelhos, seu corpo escultural, sua pele alva, os seios firmes e rijos, a boca fina e sensual. Era a beleza em pessoa, era a própria Afrodite. Estava cultivando e cuidando do jardin com plena serenidade, como se ouvisse uma música que mais ninguém podia ouvir. Mas eu ouvia e era o ritmo de meu coração.
Lembro de ficar estarrecido frente as suas formas, diante suas curvas simétricas e perfeitas. Seus olhos me mostravam o mundo, o mundo que nunca tinha visto... Meu coração batia acelerado e fugia pela garganta... Não há palavras ou pensamentos que descreveriam o que senti no momento em que virou-se e fitou os meus olhos com os seus, puros olhos de jade, e me presenteou com seu singelo sorriso.
"Ashterion" eu disse estendendo-lhe a mão, "Sammyala" você disse curvando-se em uma reverência ao mesmo tempo ousada e respeitosa.
Caminhamos por entre a relva, falamos da beleza da lua e da magnitude das tempestades; falamos do acalento do vento e da insinuante paixão do mar; falamos de mim e falamos de você.
Os dias passaram e o amor nos consumiu naquela cabana na floresta. Esquecemos o que eramos, de quem eramos; pensamos apenas em nós. No eu e no você. Dias e dias de paixão profunda, amor, caricias, prazer, histórias e aventuras. Juramos amor eterno e jamais nos separariamos...
Eu dedicado a meu pai acima de tudo, você prometida aos homens...
...
O tempo passou e vieram atrás de nós, anjos e demônios. Nos prenderam, torturaram e humilharam... Nos separaram...
"Meu amor, minha Sammyala eu juro pela lamina de minha espada flamejante que libertarei você das garras da escuridão nem que para isso minha existencia deva ser sacrificada...", disse olhando em seus olhos enquanto mãos e espadas me imobilizavam...
"Não meu amado Ashterion, prefiro a eternidade sendo sodomizada pelos tiranos do inferno do que saber que não vives mais, pois se morreres eu tambem morrerei. E assim não poderemos ficar juntos, pois não há um paraiso para o que somos."
Passaram decadas e seculos de prisão e tormento. Fiquei sem seu rosto para contemplar, sem suas mão para tocar, semsua presença para me apaziguar. A tristeza consumira-me de tal modo que apenas o ódio crescia dentro de meu peito.
Jurei destruir as bases do poder daqueles que me trairam. Mas vinha a minha mente apenas um nome: "Danmiel", meu melhor amigo. Traiçoeiro, mesquinho e canalha. Sempre maquinando minha queda em nome de minha patente de general.
Pela minha honra eu acabarei com sua raça traidor, perecerá pelo fio de meu aço.
Esperei pelo momento de minha soltura. Minha punição já chegava ao fim e eu contava os segundos para me ver livre e promulgar minha vingança.
...
Quando vi a luz pela primeira vez, quando o sol me tocou, foi como se sentisse Sammyala, seus braços a me tocar e seus beijos a me amar. Mas era Danmiel e sua corja que me esperava e não você.
Meu traidor amigo tornou-se, como suspeitara, general dos exércitos alados. Seu sorriso falso e suas lágrimas fajutas nem sequer me tocaram. Fingi ignorância perante sua traição.
Fui levado a frente de Odin e me inquiriram como a nenhum outro fizeram. Jurei lealdade a meu pai e escondi o amor ainda latente que sentia por Sammyala.
Aos poucos voltara ao meu lugar de honra. Primeiramente como soldado, depois capitão e comandante. Mas a cada palavra, ordem ou sorriso de Danmiel meu coração cuspia fúria e o ódio tomava conta.
Lutei e venci todos os desafios, mas ainda precisava do teu amor, da tua presença.
Não ousei só em pensar; invadi o abismo, enfrentando todo tipo de corja demoniaca, para te resgatar dos braços de teu amante infernal que por puro desgosto era meu maldito amigo. Ele não almejava apenas meu posto, almejava meu lugar, meu amor, minha Sammyala. Lutamos uma épica batalha onde trespassei com toda raiva e ódio contido o corpo de meu traidor irmão. Saira vencedor. Muito ferido, mas vencedor.
De volta a Valhalla todos souberam da traição do anjo Danmiel e de sua aliança com Nergal. Devolveram-me o posto, juraram-nos lealdade e proteção. Afrodite e Diana nos presentearam com a dádiva da alma, pois nosso amor era lindo, livre e rompera barreiras e mundos. Porem para outros nosso amor era proibido e pecaminoso, temiam uma criatura gerada por um anjo e um demônio e na calada da noite te levaram de mim. Para sempre.
Teu sangue ensopando nossos lençois. Teu corpo inerte e sem vida...
Movi céu e terra e lutei contra amigos e inimigos, por séculos. Promovi uma terrivel batalha em prol da vingança antes adiada e esquecida. Rebelde, me voltei contra todos... Mas não se pode lutar contra todas as criaturas do universo e sair vivo...
Eu te amo minha Sammyala e pra sempre vou te amar.
Estou indo ao teu encontro flor do meu jardin. Estou indo para ti e só para ti.
...
Malditos sejam vocês seus traidores asquerosos.
Eu fui o grande lider dos exércitos alados, eu fui o protetor dos homens, o defensor dos deuses, eu fui o acolhedor, eu fui o primeiro filho de Odin... Agora sou simplesmente um farrapo, um homem jogado a própria morte pelos seus irmãos.
Eu amei-a com todo meu espirito, toda minha força e com todo o amor dos céus... Todo o amor que deveria existir em Valhalla, mas agora vejo que não se diferencia muito dos reinos inferiores.
Malditos!!!...
... arrancaram minhas asas e meu coração...
... estou fadado a morte indigna.
O que poderia eu fazer?
Eu que lutei batalhas seculares; eu que lutei contra os mais temiveis demônios para defender meu pai; eu que empunhei minha espada quando deveria ter-la deixado de lado; eu que busquei honra, glória, justiça e liberdade...
De todas as batalhas ganhas a única perdida foi a que mais me fez viver, a que me fez sentir como um humano, como um ser vivo. A única batalha que perdi: "O Amor".
O amor por Sammyala, filha de Nergal o famijerado lorde das trevas. Sammyala a Succubo mais bela e sedutora dentre todas as criaturas das fossas abissais do inferno; por ti me apaixonei meu amor, minha vida, minha alma...
Ainda me lembro quando te vi pela primeira vez adorada minha, lembro como se fosse ontem. Eu vagava pela terra em busca de paz e tranquilidade, como sempre fazia; lembro que chegara em um lindo e vasto jardim cheio de rosas e lá estava você com seus lindos cabelos vermelhos, seu corpo escultural, sua pele alva, os seios firmes e rijos, a boca fina e sensual. Era a beleza em pessoa, era a própria Afrodite. Estava cultivando e cuidando do jardin com plena serenidade, como se ouvisse uma música que mais ninguém podia ouvir. Mas eu ouvia e era o ritmo de meu coração.
Lembro de ficar estarrecido frente as suas formas, diante suas curvas simétricas e perfeitas. Seus olhos me mostravam o mundo, o mundo que nunca tinha visto... Meu coração batia acelerado e fugia pela garganta... Não há palavras ou pensamentos que descreveriam o que senti no momento em que virou-se e fitou os meus olhos com os seus, puros olhos de jade, e me presenteou com seu singelo sorriso.
"Ashterion" eu disse estendendo-lhe a mão, "Sammyala" você disse curvando-se em uma reverência ao mesmo tempo ousada e respeitosa.
Caminhamos por entre a relva, falamos da beleza da lua e da magnitude das tempestades; falamos do acalento do vento e da insinuante paixão do mar; falamos de mim e falamos de você.
Os dias passaram e o amor nos consumiu naquela cabana na floresta. Esquecemos o que eramos, de quem eramos; pensamos apenas em nós. No eu e no você. Dias e dias de paixão profunda, amor, caricias, prazer, histórias e aventuras. Juramos amor eterno e jamais nos separariamos...
Eu dedicado a meu pai acima de tudo, você prometida aos homens...
...
O tempo passou e vieram atrás de nós, anjos e demônios. Nos prenderam, torturaram e humilharam... Nos separaram...
"Meu amor, minha Sammyala eu juro pela lamina de minha espada flamejante que libertarei você das garras da escuridão nem que para isso minha existencia deva ser sacrificada...", disse olhando em seus olhos enquanto mãos e espadas me imobilizavam...
"Não meu amado Ashterion, prefiro a eternidade sendo sodomizada pelos tiranos do inferno do que saber que não vives mais, pois se morreres eu tambem morrerei. E assim não poderemos ficar juntos, pois não há um paraiso para o que somos."
Passaram decadas e seculos de prisão e tormento. Fiquei sem seu rosto para contemplar, sem suas mão para tocar, semsua presença para me apaziguar. A tristeza consumira-me de tal modo que apenas o ódio crescia dentro de meu peito.
Jurei destruir as bases do poder daqueles que me trairam. Mas vinha a minha mente apenas um nome: "Danmiel", meu melhor amigo. Traiçoeiro, mesquinho e canalha. Sempre maquinando minha queda em nome de minha patente de general.
Pela minha honra eu acabarei com sua raça traidor, perecerá pelo fio de meu aço.
Esperei pelo momento de minha soltura. Minha punição já chegava ao fim e eu contava os segundos para me ver livre e promulgar minha vingança.
...
Quando vi a luz pela primeira vez, quando o sol me tocou, foi como se sentisse Sammyala, seus braços a me tocar e seus beijos a me amar. Mas era Danmiel e sua corja que me esperava e não você.
Meu traidor amigo tornou-se, como suspeitara, general dos exércitos alados. Seu sorriso falso e suas lágrimas fajutas nem sequer me tocaram. Fingi ignorância perante sua traição.
Fui levado a frente de Odin e me inquiriram como a nenhum outro fizeram. Jurei lealdade a meu pai e escondi o amor ainda latente que sentia por Sammyala.
Aos poucos voltara ao meu lugar de honra. Primeiramente como soldado, depois capitão e comandante. Mas a cada palavra, ordem ou sorriso de Danmiel meu coração cuspia fúria e o ódio tomava conta.
Lutei e venci todos os desafios, mas ainda precisava do teu amor, da tua presença.
Não ousei só em pensar; invadi o abismo, enfrentando todo tipo de corja demoniaca, para te resgatar dos braços de teu amante infernal que por puro desgosto era meu maldito amigo. Ele não almejava apenas meu posto, almejava meu lugar, meu amor, minha Sammyala. Lutamos uma épica batalha onde trespassei com toda raiva e ódio contido o corpo de meu traidor irmão. Saira vencedor. Muito ferido, mas vencedor.
De volta a Valhalla todos souberam da traição do anjo Danmiel e de sua aliança com Nergal. Devolveram-me o posto, juraram-nos lealdade e proteção. Afrodite e Diana nos presentearam com a dádiva da alma, pois nosso amor era lindo, livre e rompera barreiras e mundos. Porem para outros nosso amor era proibido e pecaminoso, temiam uma criatura gerada por um anjo e um demônio e na calada da noite te levaram de mim. Para sempre.
Teu sangue ensopando nossos lençois. Teu corpo inerte e sem vida...
Movi céu e terra e lutei contra amigos e inimigos, por séculos. Promovi uma terrivel batalha em prol da vingança antes adiada e esquecida. Rebelde, me voltei contra todos... Mas não se pode lutar contra todas as criaturas do universo e sair vivo...
Eu te amo minha Sammyala e pra sempre vou te amar.
Estou indo ao teu encontro flor do meu jardin. Estou indo para ti e só para ti.
...
Ao Ser Humano
Fui criado pelo mesmo Deus que criou você.
Sinto frio, fome, sede, medo, dor, assim como você.
Por favor, não me use para se divertir, não me exponha ao ridículo, não me humilhe, não me maltrate e nem abuse de mim. Só o que quero é sua amizade e carinho.
Não peço que goste de mim, mas somente que me respeite.
Olhe nos meus olhos e depois olhe nos seus e verá como somos parecidos. No meu olhar você pode ver doçura, alegria, tristeza, desespero, amor ou sofrimento, e isso eu também posso ver no seu olhar!
Por capricho do nosso criador, não posso falar e nem me defender da brutalidade e crueldade dos seus semelhantes, mas se eu pudesse falar agora, diria a todos que eu também mereço viver e sou digno de respeito, assim como vocês....
Com carinho.
Um animal.
(Martha Maganha)
Fui criado pelo mesmo Deus que criou você.
Sinto frio, fome, sede, medo, dor, assim como você.
Por favor, não me use para se divertir, não me exponha ao ridículo, não me humilhe, não me maltrate e nem abuse de mim. Só o que quero é sua amizade e carinho.
Não peço que goste de mim, mas somente que me respeite.
Olhe nos meus olhos e depois olhe nos seus e verá como somos parecidos. No meu olhar você pode ver doçura, alegria, tristeza, desespero, amor ou sofrimento, e isso eu também posso ver no seu olhar!
Por capricho do nosso criador, não posso falar e nem me defender da brutalidade e crueldade dos seus semelhantes, mas se eu pudesse falar agora, diria a todos que eu também mereço viver e sou digno de respeito, assim como vocês....
Com carinho.
Um animal.
(Martha Maganha)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
ASHTERION
O machado de Morrigan trespassa a lustrosa armadura de Kreator, o cavaleiro dos deuses. Os corvos, seguidores de Badbah, preparam-se para conduzir, através do véu da morte, as almas dos abatidos na batalha.
O sangue dos guerreiros salpica a terra de virtude, honra e coragem. As lanças avançam com brutalidade nas fileiras, tirando do caminho fracos e covardes. Escudos não resistem ao choque das lâminas, o bradar ávido e voraz dos combatentes de Odim afugenta os demônios de Acheron.
As trombetas angelicais soam com abrupta força aos ouvidos negros, fazendo com que as criaturas temam por suas vidas.
Os cães do inferno se agitam no meio de fiordes, os atrozes alados alvejam os defensores da luz e da ordem. Os diletantes do caos, os servos de Rasalom, racham crânios inocentes e leais a justiça e a liberdade.
No meio do feroz combate, uma traição cruel é executada. Irmãos de aço, filhos do cosmo, portadores das espadas flamejantes, avatares do senhor de Midgard; travam um trágico embate.
Ashterion primeiro arconte alado, a extensão da força de Odin, o mais poderoso dentre as criaturas do universo, mais forte que Hercules, mais poderoso que Thor... O anjo dos cabelos loiros e dos olhos de anil, o defensor da liberdade, da justiça, do amor, da honra e da glória. O combatente celeste é traído por seus irmãos angelicais. Por inveja, por poder, por medo ou lealdade os sibilantes traiçoeiros ameaçam a honra do destemido herói.
Anjos, demônios, lupinos, garous, vampiros, lémures e aparições. Todas as criaturas obscuras e invisíveis, todas elas malcumunadas, conspirando contra ou a favor do general dos exércitos dos céus. O protetor dos homens e amante das mulheres.
Seus bravos e leais companheiros caem um a um frente a fúria da maldita corja traidora.
Deuses negros, posicionam suas peças no tabuleiro astral, a guerra antes definida tem agora nova faceta abissal.
Sem ordem, sem capitão, os exércitos param, as armas e escudos são abandonadas, o bem sobrepujado pelo mau, a ordem esmagada pelo caos.
O bravo guerreiro alado some; seus restos enterrados com leais amigos. As ordas selvagens partem em busca do corpo moribundo, pois o mito precisa ser sepultado de uma vez por todas e assim alcançar o desequilíbrio.
Em outra parte, nas florestas terrenas, longe do campo de guerra, Ashterion "O Bravo", assiste seu meio-irmão Nephelin tombar sob laminas demoníacas. Em ultimo esforço o guerreiro se entrega ao frenesi e dezenas de inimigos sucumbem diante dele, fatiados em minutos por pura selvageria vingativa pelo aço do anjo de Valhalla.
Os ferimentos mortais vertem sangue, as asas farrapos da beleza de outrora, os ferimentos em abundância pelo corpo de Ashterion o levam a agonia da quase morte. O covarde ataque que sofrera de todos os anjos do céu, demônios do inferno, guerreiros da terra e seres ocultos; leva o destemido combatente das eras a derradeira morte.
Na beira de um rio, entre árvores e relva o herói cai, a lenda esvanesce, o anjo morre. Ashterion o anjo de Odin.
O sangue dos guerreiros salpica a terra de virtude, honra e coragem. As lanças avançam com brutalidade nas fileiras, tirando do caminho fracos e covardes. Escudos não resistem ao choque das lâminas, o bradar ávido e voraz dos combatentes de Odim afugenta os demônios de Acheron.
As trombetas angelicais soam com abrupta força aos ouvidos negros, fazendo com que as criaturas temam por suas vidas.
Os cães do inferno se agitam no meio de fiordes, os atrozes alados alvejam os defensores da luz e da ordem. Os diletantes do caos, os servos de Rasalom, racham crânios inocentes e leais a justiça e a liberdade.
No meio do feroz combate, uma traição cruel é executada. Irmãos de aço, filhos do cosmo, portadores das espadas flamejantes, avatares do senhor de Midgard; travam um trágico embate.
Ashterion primeiro arconte alado, a extensão da força de Odin, o mais poderoso dentre as criaturas do universo, mais forte que Hercules, mais poderoso que Thor... O anjo dos cabelos loiros e dos olhos de anil, o defensor da liberdade, da justiça, do amor, da honra e da glória. O combatente celeste é traído por seus irmãos angelicais. Por inveja, por poder, por medo ou lealdade os sibilantes traiçoeiros ameaçam a honra do destemido herói.
Anjos, demônios, lupinos, garous, vampiros, lémures e aparições. Todas as criaturas obscuras e invisíveis, todas elas malcumunadas, conspirando contra ou a favor do general dos exércitos dos céus. O protetor dos homens e amante das mulheres.
Seus bravos e leais companheiros caem um a um frente a fúria da maldita corja traidora.
Deuses negros, posicionam suas peças no tabuleiro astral, a guerra antes definida tem agora nova faceta abissal.
Sem ordem, sem capitão, os exércitos param, as armas e escudos são abandonadas, o bem sobrepujado pelo mau, a ordem esmagada pelo caos.
O bravo guerreiro alado some; seus restos enterrados com leais amigos. As ordas selvagens partem em busca do corpo moribundo, pois o mito precisa ser sepultado de uma vez por todas e assim alcançar o desequilíbrio.
Em outra parte, nas florestas terrenas, longe do campo de guerra, Ashterion "O Bravo", assiste seu meio-irmão Nephelin tombar sob laminas demoníacas. Em ultimo esforço o guerreiro se entrega ao frenesi e dezenas de inimigos sucumbem diante dele, fatiados em minutos por pura selvageria vingativa pelo aço do anjo de Valhalla.
Os ferimentos mortais vertem sangue, as asas farrapos da beleza de outrora, os ferimentos em abundância pelo corpo de Ashterion o levam a agonia da quase morte. O covarde ataque que sofrera de todos os anjos do céu, demônios do inferno, guerreiros da terra e seres ocultos; leva o destemido combatente das eras a derradeira morte.
Na beira de um rio, entre árvores e relva o herói cai, a lenda esvanesce, o anjo morre. Ashterion o anjo de Odin.
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